Atualidade

A agroecologia, ainda hoje, é considerada um campo de estudo novo que analisa os agroecossistemas, integrando conhecimentos da agronomia, ecologia, economia, sociologia, entre outros.

Há aqueles que defendem a agroecologia, não como uma disciplina, e sim sob um enfoque transdisciplinar, considerando a atividade agrária desde uma perspectiva ecológica com teoria e metodologia que utiliza várias disciplinas científicas, construindo uma vinculação essencial existente entre o solo, a planta, o animal e o ser humano.

Atualmente, no entanto, a agroecologia é caracterizada principalmente como um movimento sociopolítico, de empoderamento do agricultor em busca de sua identidade e raízes culturais. Ela é um mecanismo que oferece ao agricultor autonomia, poder de decisão e participação ativa no processo produtivo. Tudo isso acaba por favorecer o local como foco de ação.

No Brasil, a agroecologia tem alcançado resultados significativos em algumas regiões. Isso acontece quando são desenvolvidos, simultaneamente e de forma integrada, aspectos sociais, culturais, econômicos e ambientais, principalmente junto aos agricultores familiares e às comunidades advindas de classes populares.

Foi para dar apoio a tais experiências que, em 2009, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar ) criou o curso de agroecologia. Em 2012, o decreto número 7.794, de 20 de agosto, assinado pela presidente Dilma Rousseff, instituiu o Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO), o que ressalta esse esforço na proteção dos agricultores vinculados à agroecologia.

 

Cronologia

•              1999: Segundo estimativas da FAO, 800 milhões de pessoas estavam envolvidas com Agricultura Urbana e Periurbana, representando 15% da produção alimentar mundial;

•              2006: Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional; no Brasil: pressão popular para a construção de uma política nacional de Agricultura Urbana e Periurbana nas Conferências de Segurança Alimentar e Nutricional nos anos 2002 e 2007;

•              2007: marco na história da humanidade quando a população se divide em 50% vivendo em cidades; e 50% nas áreas rurais;  Panorama da Agricultura Urbana e Periurbana no Brasil: mais de 600 iniciativas em 11 regiões metropolitanas;

•              2008: 1º Edital para a criação do Centro de Apoio à Agricultura Urbana e Periurbana – CAAUPS/MDS;

•              2010: Inclusão da alimentação como direito fundamental;

•     2012: Investimento de 10 milhões para a Agricultura Urbana e Periurbana no Ministério do Desenvolvimento Social – MDS.

•              2013: Segundo a ONU, mais de 70% da população mundial viverá em cidades até 2050. Essa previsão foi feita por Ban Ki-moon, durante a 24ª sessão do Conselho de Governança do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT).

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