Há limites para o discurso racional?

Quando falamos em razão, não se pode acreditar na perspectiva ingênua de que ela não esteja suscetível ao erro. Ela pode ser esclarecedora, mas também pode produzir ideologias e ações perversas. Por exemplo, as razões instrumentais do Estado e da economia podem criar uma visão parcial para adequar meios a fins ilícitos, como o desvio de verba, corrupção ou ainda outros motivos desconhecidos do grande público. Outro exemplo possível é a descoberta das psicologias, sobretudo a psicanálise a partir de Freud. A ideia de sintoma passa a ser vista não como o resultado da ausência de uma razão, mas também como uma mecanização elaborada, ocultada como ideologia da técnica. O próprio desenvolvimento intenso das formas de trabalho desenvolveram ainda patologias até então desconhecidas para a própria razão humana, em alguns casos levando à loucura e ao suicídio.