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Na trilha das ervas brasileiras

Terezinha Rego coordena o programa de fitoterapia da Universidade Federal do Maranhão

Divulgação

A professora da Universidade Federal do Maranhão catalogou 10.800 espécies de plantas

Terezinha de Jesus Almeida Silva Rego festejou 80 anos de vida em 2013. Aos 8, ela já estava com os pés no caminho que trilhou até hoje, fazendo experiências com o mundo vegetal. Maranhense, ainda pequena gostava de observar o avô José Almeida anotando tudo que o povo dizia sobre os efeitos curativos das plantas. Certo dia, a neta, também curiosa, olhou encantada a gota de óleo que escorria pelo palito que espetara nos amendoins. Dos palitos para as pipetas de laboratórios químicos foi só uma questão de tempo. 

Premiada pelos melhores laboratórios do mundo, três medicamentos de sua descoberta são utilizados na China contra a pneumonia asiática. Seu feito mais famoso foi isolar o princípio ativo da Luffa operculata - a popular cabacinha ou buchinha do norte, livrando muita gente da sinusite e outras doenças respiratórias. O sucesso foi tamanho que virou tema de bloco carnavalesco em São Luís. Catalogou 10.800 espécies da flora maranhense, boa parte graças ao tempo que passou na aldeia dos índios canela, trabalho que lhe rendeu o primeiro prêmio de Etnobotânica, vindo de Córdoba, Espanha, em 1990.

Doutora em botânica pela Universidade de São Paulo, com especialização na capital cubana, Havana, coordena o programa de fitoterapia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), que inclui a terceira idade. Mantém uma farmácia fitoterápica e o herbário Ático Seabra, em homenagem ao grande professor do curso de farmácia, onde atende, em média, 20 pacientes por dia. Criou hortas comunitárias em escolas públicas e comunidades carentes de São Luís e outros municípios.