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Do punk ao prato

Movimento ligado à cena alternativa traz a alimentação vegana como uma de suas bandeiras

Patrícia Spier

Carol Mercedes se tornou vegana há 19 anos por influência da música punk

Ser contra o sistema social capitalista é uma das premissas do punk. No entanto, para transformar o atual cenário é preciso estar consciente e saudável. Essa é a bandeira do movimento straight edge, vertente da cena punk surgida nos anos 1980 nos Estados Unidos que condena o consumo de drogas lícitas ou ilícitas. As pessoas ligadas a esse ideal acreditam que a autodestruição, a violência gratuita e as práticas que causam danos à saúde não são atitudes de rebeldia. Os punks que seguem essa linha buscam unir atitudes não-conformistas, alimentação vegana e saudável, defesa do direitos dos animais e o respeito à diversidade.

“Eu não bebo, eu não fumo, eu não me drogo/Pelo menos eu consigo pensar, porra!," diz a letra da música Out of step do Minor Threat, banda que expressava em sua canções os ideais do estilo. Por considerar a carne e produtos de origem animal como maléficos à saúde, o movimento também foi um dos difusores do veganismo entre os jovens do mundo. No Brasil, bandas como Juli (Juventude Libertária) e Self (Straight Edge Life Family) popularizaram essa vertente na cena punk brasileira em meados dos anos 1990. Influenciados pelas letras, muitos jovens adotaram a alimentação sem carne, leite, queijo e ovo, ou seja, nenhum produto de origem animal.

Sereia Vegana

Carol Mercedes, que faz drinks criativos sem álcool no restaurante Barão Natural (1), no centro de São Paulo, se tornou vegana há 19 anos por influência do straight edge, do qual faz parte até hoje. Ela conta que se tornou vegetariana aos 13 anos e coincidentemente andava com meninos desse estilo de vida. “Tive anorexia aos 16 anos de idade. Mesmo com a doença, os exames não encontravam nenhum problema, porque, quando se é vegano, consome-se mais grupos alimentares. Por mais que eu comesse pouco, o que ingeria já era suficiente”, lembra Mercedes.

                                   

Piña colada vegana preparada com abacaxi, leite condesado vegetal e chá de jasmim

Em entrevista ao NAMU, ela conta um pouco sobre os segredos dos drinks e sobre sua relação com o veganismo.

De publicitário a chef de cozinha

André Vieland, chef do restaurante Casa Jaya localizado no bairro paulistano de Pinheiros, também aderiu ao veganismo pelo contato com o straight edge. Ele acredita que atualmente não é difícil manter a dieta vegana em São Paulo. “A importância do alimento na vida é inigualável e por isso devemos pensar mais antes de comer. É isso que eu faço: penso antes de preparar um prato ou comprar um produto”, defende Vieland.

Em entrevista ao NAMU, ele conta como passou de publicitário a chef da culinária vegana.

Um dos pratos que Vieland prepara é o ravióli de mezzaluna, recheado com patê de champignon, alho-poró, castanhas-do-pará e coberto por molho rústico de tomate. 

Ravióli de mezzaluna recheado com patê de champignon, alho-poró e castanhas-do-pará 

Fotos: Marina Fontanelli

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