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Dicas de beleza para grávidas

Durante a gestação, é possível cuidar do corpo com práticas e produtos que não fazem mal à saúde

bavitullo / Pixabay / CC0 Creative Commons

A combinação dos hormônios e a felicidade de esperar um filho realçam a beleza da mulher

Parar de beber e fumar, alimentar-se bem e fazer exercícios físicos com moderação são as recomendações básicas feitas por médicos às mulheres grávidas. Além das orientações, cabe a cada uma sentir seu corpo, usar sua intuição e adotar o que funciona melhor. Nesse momento especial, a rotina de beleza também costuma mudar.

A felicidade de estar esperando um filho torna a mulher mais bonita. Mesmo assim, alguns cuidados como hidratar a barriga e os seios para evitar estrias e evitar o uso de coloração nos cabelos ganham maior destaque. E é por isso que muitas se preocupam quais são os produtos e tratamentos permitidos e que não causam prejuízos à saúde da futura mamãe e do bebê.

Alimentação e atividades físicas

A gravidez é uma fase em que a mulher deve cuidar bem da alimentação para que ela e a criança fiquem bem nutridos sem engordar excessivamente. É fundamental comer fibras para evitar prisão de ventre, problema comum na gravidez. As caminhadas leves até o oitavo mês da gestação podem ficar livres das temidas câimbras com o consumo de abacate e castanha-do-pará.

Os exercícios físicos, fundamentais para manter a boa circulação sanguínea e evitar o inchaço das pernas, devem ser feitos com moderação e suavidade. É importante que todas as atividades físicas sejam supervisionadas por um obstetra para garantir a boa saúde do bebê.

Mudança de hábitos

Na minha experiência de gestação, tive uma alimentação completa. Evitei apenas alimentos embutidos e queijos do tipo brie, roquefort e camembert. Descobri também que, trimestralmente, deve-se priorizar alguns alimentos em razão das necessidades do bebê e da mulher. Comer fibras, por exemplo, é muito importante para evitar prisão de ventre, problema comum durante a gravidez.

A chef vegana Malu Paes Leme, grávida de sete meses, afirma que mudou completamente o paladar durante a gestação. Praticante de uma dieta mais radical, alimentava-se apenas de frutas e verduras cruas e algumas sementes.

Como essa alimentação começou a causar enjoos nos primeiros meses, ela sentiu a necessidade de comer alimentos cozidos e secos, como arroz, feijão, pão e tapioca. Até sua prática esportiva foi alterada. Ela diminuiu o ritmo das corridas, mas continuou a fazer alongamentos e caminhadas intensas na areia e no calçadão na praia.

Beleza e o cuidado com substâncias tóxicas

Por conta das mudanças que ocorrem no organismo durante a gravidez, a pele é uma das partes do corpo que mais sofre. O estrogênio, hormônio importante para o metabolismo feminino, pode estimular a proliferação das glândulas sebáceas e tornar pele do rosto mais oleosa ou acneica.

O aparecimento de estrias é outro grande problema. Segundo a dermatologista Luciana Moreira, “é fundamental um cuidado dobrado com a hidratação da pele, sobretudo a partir do quinto mês.”

Recomendações

As futuras mamães devem estar muito atentas também com a aplicação ode hidratantes, pois há a possibilidade de alguma substância nociva atravessar a barreira placentária e causar dano ao bebê. Luciana alerta sobre produtos hidratantes que contenham lactato de amônio, composto que deve ser evitado inclusive durante a amamentação.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), devem também ser evitados produtos com concentrações de ureia acima de 3%. Pintar os cabelos está fora de cogitação, principalmente no primeiro trimestre, em razão da concentração de chumbo e outras substâncias tóxicas, como amônia, PPD, resorcinol e outras nos tonalizantes. O ideal é utilizar apenas produtos com o aval de um médico clínico ou dermatologista.

Compostos perigosos

Um fenômeno interessante é a recente preocupação dos obstetras com as inúmeras substâncias a que são expostas as gestantes no dia-a-dia. Uma pesquisa recente nos Estados Unidos mostra que a cada cinco médicos, apenas um pergunta às suas pacientes sobre exposição a compostos potencialmente tóxicos.

Alguns estudos feitos em animais associam o bisfenol-A, composto usado em plásticos e embalagens, a defeitos congênitos em fetos e recém-nascidos expostos a esta substância, mesmo em pequenas doses. Os ftalatos, presente em perfumes, aromatizadores de ambiente e sabonetes, está ligado à obesidade e abortos. Na indústria de cosméticos, tem ganhado destaque a presença de parabenos, conservantes que podem causar reações alérgicas, interferir no funcionamento hormonal e estão ligados ao câncer de mama.

Panorama nacional

A comunidade médica do Brasil parece ser mais flexível e convencional nas recomendações às pacientes. Os cuidados giram mais em torno de proteção contra o sol para evitar manchas provocadas por mudanças hormonais, mas não sobre qual tipo de protetor solar usar.

O ideal é buscar os chamados filtros físicos, menos tóxicos, em vez dos convencionais vendidos nas farmácias. São um pouco mais difíceis de espalhar, mas são efetivos e bem mais saudáveis.

Tratamentos estéticos

Quanto aos tratamentos estéticos, a dermatologista Luciana Moreira afirma que “lasers, peelings de ácidos e radiofrequência são contraindicados, assim como aplicações de toxina botulinica e preenchimentos.” Drenagem linfática e massagens especiais para gestantes, ótimas para reduzir o inchaço das pernas, relaxar são recomendadas.

Foto: Flávio Gouveia / Flickr: flaviogouveia / CC BY 2.0