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Paulistanos lutam por mais áreas verdes na cidade e organizam ato na Praça do Patriarca

Semilia Luz/ Flickr: Semilia Luz/ CC by 2.0

Organização das Nações Unidas recomenda 12 m² de área verde para cada habitante da cidade

Cansados da paisagem de concreto e em busca de uma cidade com mais áreas verdes públicas, paulistanos se unem no Ato em Defesa dos Parques Ameaçados de São Paulo. A passeata acontece na segunda-feira, 31 de março, às 17h00 na Praça do Patriarca, localizada no centro da cidade.

Cada um deve ter o seu pedaço

A iniciativa deseja lutar contra a cobiça da especulação imobiliária por esses espaços. “ É importantíssimo pressionar as autoridades. Na verdade, isso nem deveria ocorrer, porque deveria ser um direito do cidadão ter o mínimo de área verde necessária”, enfatiza Lucila Lacreta, diretora do Movimento Defenda São Paulo (1) que reivindica melhor planejamento urbano do município e apoia o ato. “A cidade de São Paulo é carente de áreas verdes para uso público, ainda mais na periferia”, lamenta.

O bem que o verde faz

Viver em área urbana com espaços verdes tem efeito positivo duradouro no bem-estar dos habitantes e é capaz de diminuir o estresse e a ansiedade, revelou um estudo recente da Universidade de Exeter, na Inglaterra (2). 

A Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda que para cada cidadão a lei deve garantir 12 m² de área verde, mas isso ainda é sonho distante por aqui.  “O novo Plano Diretor para a cidade, que está para ser votado na Câmara Municipal, não prevê um número mínimo de espaço verde por habitante, como já existe em alguns países”, explica Lucila.

Mata Atlântica em risco na marginal Pinheiros

Há cerca de um mês atrás, foi divulgado que a última reserva de Mata Atlântica às margens do Rio Pinheiros no bairro do Panamby, zona sul de São Paulo, pode ser desmatada para dar lugar a dois empreendimentos com 16 torres. A área de proteção ambiental de 717 mil m² contém cerca de 5 mil árvores e é vizinha ao Parque Burle Marx. Sua extinção pode deixar o parque entre muros.

A página do evento (3) divulga que o Parque Augusta está fechado há mais de 2 meses, apesar de ter sido sancionado pelo prefeito Fernando Haddad (PT) no ano passado; o Parque Chácara do Jockey foi vetado no início de 2014; a Praça da Paixão, ao lado do Teatro Oficina, resiste há 33 anos à construção de um shopping; e vários projetos ainda não foram aprovados como o Parque Pinheiros, o Parque da Mooca, o Parque do Morro do Querosene, o Parque da Vila Ema, o Parque do Peruche, e o Parque da Vila Brasilândia.  

Fotos: Divulgação e Ana Carmen Foschini