Fundamentos

Tipos de conhecimento: Embora não encontramos uma teoria formulada sobre o tema, a ideia do conhecimento da verdade pode ser vista pelo ideal cristão da busca de Cristo e da sabedoria. Embora Agostinho tenha flertado com o ceticismo, admitiu a certeza dogmática que a mente tem de si mesma como existente. Ainda que o homem se equivoque em todos os juízos, ele assenta a validez de todo conhecer em seu interior. Não se pode duvidar da certeza dos princípios do entendimento, como o princípio de não contradição, tampouco da certeza das verdades matemáticas e da realidade exterior. A mente, buscando a verdade em si mesma, encontrará uma transcendência ao encontrar as Ideias, as verdades imutáveis que não podem proceder da experiência.

Agostinho distingue os vários tipos de conhecimento: 1) o conhecimento sensível – o grau mais baixo do conhecimento, pelos sentidos daquilo que é mutável; e 2) o conhecimento racional – daquilo que é verdadeiro e imutável, e que pode ser distinguido, por sua vez, em outros dois tipos: 2.1) Inferior – aquele que se dirige ao conhecimento do que há de universal na realidade temporal, sendo o conhecimento que podemos chamar das ciências (como os conhecimentos matemáticos); no conhecimento inferior ainda há um contato com a realidade sensível e a origem dos conhecimentos universais; e 2.2) Superior – a sabedoria, o autêntico conhecimento filosófico: é o conhecimento das verdades universais e necessárias das Ideias, as formas arquetípicas ou essenciais e permanentes, imutáveis das coisas, que existem eternamente e imutáveis, contidas na inteligência divina.1

Para pensar

Com se dá a relação entre fé e razão na obra de Santo Agostinho?

Esta não é uma compreensão adequada do modo como Agostinho procura estabelecer a relação entre fé e razão. A fé autêntica necessita conhecer por razões que a sustentem e não se contenta com o puro f...

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