Criação

A filosofia de Santo Agostinho procura conciliar filosofia e teologia. Fé e razão são complementares, unindo o mundo suprassensível divino ao mundo humano em corpo e alma.

Os conhecimentos sensível e racional só podem ter um bom caminho quando são iluminados por Deus. É nesse contexto que se pode pensar a noção de criação, em que a realidade temporal adquire um significado frente à eternidade.

O homem, como a mais perfeita das substâncias finitas, é agraciado em inteligência e vontade. Diante disso, surge a iminência do mal, como carência do saber infinito. Assim, a ideia de uma ética toma por base a busca de uma felicidade transcendente, por meio da virtude.

A teoria ética e política de Santo Agostinho almeja apontar os desígnios da cidade de Deus, pertencente à verdadeira igreja, na medida em que ela ilumina a cidade dos homens, em sua legislação imanente ao mundo e carente de uma outra sabedoria.

Um dos grandes legados da filosofia agostiniana está na linguagem. Na busca pela forma adequada de comunicação entre os homens e Deus, compreendemos a importante distinção entre a palavra e o signo, o que levou a consequências profundas na história da filosofia.

Para pensar

Com se dá a relação entre fé e razão na obra de Santo Agostinho?

Esta não é uma compreensão adequada do modo como Agostinho procura estabelecer a relação entre fé e razão. A fé autêntica necessita conhecer por razões que a sustentem e não se contenta com o puro f...

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