Quem influenciou

O iluminismo surgiu pela influência de alguns autores do pensamento moderno da segunda metade do Século XVII.

Baruch Spinoza (1632-1677): Filósofo judeu, Spinoza nasceu na Holanda. Tornou-se um grande expoente do racionalismo. Na Ética (1674), sua grande obra, sustenta que o universo é idêntico a Deus, a única substância existente. O Deus spinozano é uma substância única, eterna, infinita e verdadeira. Está fora do tempo e se desdobra em um número infinito de perfeições ou atributos infinitos. É considerado ainda o expoente moderno mais completo do panteísmo. Outra obra de importância política e ética é o Tratado teológico-político (1670), em que Spinoza procura estabelecer uma divisão radical entre política e religião, onde a igreja não deve interferir na conduta do Estado. O exercício autônomo e legítimo da organização da sociedade precisa ser capaz de refrear as paixões irracionais, mais precisamente o estado de violência e as paixões primitivas. Spinoza defendia o progresso do estado naturalista ao estado racional. Não pertenceu a nenhuma escola e não fundou nenhuma. No entanto, seu legado foi importantíssimo, tornando-se um autor muito debatido no idealismo alemão em razão de sua noção de substância panteísta, e os problemas na ética e na religião que decorrem de sua concepção metafísica.

John Locke (1632-1704): Filósofo, médico e cientista, Locke nasceu em Wrington, Inglaterra. Recebeu o título de “master of arts” em 1658, mesmo período em que leu os autores que o influenciaram:

Para pensar

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