Criação

O iluminismo é uma retomada do entusiasmo pelo discurso racional. O conhecimento passa a ser o valor supremo, e não mais a imposição da crença religiosa. O homem adquire um traço enciclopédico, capaz de sistematizar saberes e conceitos em projetos para a humanidade.

Conhecer é compreender e dominar técnicas, que, por sua vez, exercem uma tentativa de controle da natureza. O iluminismo significa a intervenção radical do homem nas leis naturais, expandindo-se geograficamente e intervindo de forma consciente no rumo na história.

O homem no centro dos poderes tem como emblema a figura do Estado. É o instrumento iluminista para a organização social. Intervém, instrui, organiza, pune, recolhe impostos e tem seus funcionários estatais. O Estado é o controle humano para permitir o exercício de liberdade e cultivo do conhecimento.

O modelo da liberdade iluminista culmina na burguesia. Produzir um comércio, adquirir instrução, ter as garantias das leis como apoio do Estado: assim pode ser definido o espírito burguês. Com a sua ascensão, emerge o indivíduo voltado para o trabalho e pela luta de cidadania, em oposição ao nobre, representante da forma antiga de governo e vida social.

Para pensar

O iluminismo é um movimento puramente científico?

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