Outras visões

Positivismo: A perspectiva existencial está em confronto direto com o positivismo científico do início do Século 20. O ideal da ciência, da expansão do conhecimento lógico e instrumental ganhou força na Europa, influenciando as lutas das unificações nacionais e o imperialismo das potências. E assim o problema da existência passou então a ser pensado também como uma contraposição aos chamados positivistas. Podemos dizer que na cronologia desse embate, Kierkegaard seria a oposição de Augusto Comte, da mesma forma que Nietzsche, Jaspers e Sartre estariam distantes de Hans Kelsen, Rudolph Carnap e Otto Neurath.

Marxismo: Outro ponto de discórdia é a relação entre marxismo e existencialismo. Para os marxistas ortodoxos, o existencialismo tende a ser compreendido na chave do subjetivismo exacerbado. Por exemplo, haveria uma recusa em se pensar a dialética do trabalho que encontramos em Karl Marx em uma operação conjunta à dialética subjetiva em Kierkegaard. No entanto, Sartre fez dessa relação o centro da tensão de sua filosofia, e a filosofia existencialista então poderia ser inscrita no marxismo através de dois aspectos:

Pelo foco na determinação econômica, sobre o modo de produção das relações de trabalho.

Pelo fato de que os sujeitos expressam essa relação econômica pela singularidade. Há tanto as condições objetivas, como as relações subjetivas. E a experiência histórica está nessa tensão, em que a expressão dessas condições gerais se realiza no singular concreto.

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