Fontes e inspirações

Embora a filosofia existencialista tenha nascido no século 19, encontramos subsídios nas obras de filósofos e escritores pré-modernos:

Blaise Pascal (1623-1662): Na filosofia moderna, é o primeiro expoente a se opor ao racionalismo de seu contemporâneo René Descartes. Nos Pensamentos (Pensées, 1670), Pascal afirma que'não é útil uma filosofia sistemática que pretenda explicar Deus e a humanidade. Como mais tarde vão confirmar os existencialistas, o autor analisa a vida humana nos termos dos paradoxos: o eu humano, a fé do corpo e do espírito é em si um paradoxo e uma contradição. Uma prova desse sentimento filosófico está em sua frase imortal: “o coração tem razões que a própria razão desconhece”.

Friedrich Heinrich Jacobi (1743-1819): Sua filosofia é dedicada a combater os herdeiros do idealismo kantiano, notadamente Fichte (1762-1814) e Schelling (1775-1854). Há uma defesa do individualismo na sua perspectiva filosófica. É através da intuição que a consciência humana pode estabelecer um contato com as realidades supremas, em especial com a liberdade, irracional por excelência. Há uma presença muito forte da crítica à razão, sobretudo ao apoiá-la no “sentimento do ser imediato”, privilegiando uma teoria intuicionista e uma defesa do realismo. É o imediato que dá o sentido à teoria do conhecimento, da matemática e da lógica, e da representação em geral. Jacobi procurou resgatar um sentido autêntico à teologia, opondo-se à distinção kantiana clássica entre coisa-em-si e fenômeno.

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