Atualidade

O existencialismo trouxe o sujeito para o centro do debate, num período que considerava muito mais os grandes projetos, a história total, o Estado, o Mercado, a Ciência e a Religião. A ideia de liberdade, da construção da conduta é não só o alvo, mas o próprio critério da atuação. É uma chave, mas também um fardo dos tempos atuais. Há quem veja na filosofia existencialista uma chave para a cura, ou também para a aceitação das dificuldades reais e objetivas do Século 21.

Há uma dupla leitura. Se a liberdade é algo pesado e que envolve responsabilidade, é ela que também justifica a mercantilização desenfreada dos valores da sociedade. A angústia, traço marcante do indivíduo que está desamparado, parece ter se transformado na ansiedade e na neurose aguda da sociedade contemporânea.

Há quem também veja as filosofias da existência como uma reflexão profunda da própria noção de “eu” para os tempos atuais, marcados pela crise de sentido.

Encontramos, por fim, ainda uma terceira leitura, compreendendo que a luta por um mundo melhor passa por outras estratégias: a cura do indivíduo só é possível após a emancipação social. Esta seria uma retomada da alternativa que junte as duas leituras, como a perspectiva sartriana.

Para pensar

No atual contexto da massificação cultural, o que seria o autêntico exercício de liberdade?

O indivíduo focado em si é aparentemente mais livre porque escolheu como valor principal de sua conduta o interesse próprio. Isso também faz com que suas ações sejam sempre motivadas por esse int...

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