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A prática do chi kung

Conheça essa prática tradicional das artes corporais chinesas que formam uma síntese de exercícios terapêuticos

Edwin Lee / Flickr: Tai Chi / CC BY-ND 2.0

A origem de movimentos do chi kung – prática tradicional das artes corporais chinesas – é atribuída a dois personagens que viveram na dinastia Song (960-1279). Uma é o taoísta Lu Dunbing, mestre da alquimia e integrante do grupo dos “oito imortais” (ba xien). O outro é o general Yue Fei, criador de doze séries de exercícios para treinar suas tropas. Com o passar do tempo, os exercícios de Yue Fei acabariam compondo os oito do Baduanjing.

É muito provável que eles sejam uma síntese de exercícios terapêuticos que perduraram no tempo. A compilação das sequências em oito movimentos descritos em ilustrações só ocorreu na dinastia Song. Houve grande desenvolvimento e aprimoramento das descrições no final da dinastia Qing (1644-1912).

O nome expressa o valor que os chineses atribuem à prática. O número oito (ba), que simboliza abrangência, não é somente um indicador da quantidade de exercícios, mas uma atuação terapêutica sobre o corpo físico, emocional e mental. Os exercícios são baseados nas propriedades de leveza, flexibilidade e brilho da seda. Em uma época em que os tecidos eram grosseiros, a seda era considerada nobre, valiosa e resistente.

A popularidade dessa prática na China recebeu, ao longo do tempo, várias versões e interpretações. Em 2009, o governo chinês fundou o Chinese Health Qigong Association, entidade com o objetivo de pesquisar, desenvolver, renovar e divulgar a herança preciosa das práticas corporais terapêuticas deixadas por médicos e mestres da antiguidade. O Baduanjin foi um dos primeiros métodos a ser estudado e renovado por um grupo de professores da Universidade de Esportes de Beijing. Dessa análise resultou uma versão que tem relação com as necessidades atuais e mantém a essência da prática.

Flickr: Edwin Lee / Flickr: Ed-meister / CC BY-ND 2.0