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Dicas para manter a pele jovem

Investir em mudanças de hábitos pode retardar o processo de envelhecimento cutâneo

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Se você quer manter sua pele jovem e com a musculatura firme e tonificada, é possível adotar um conjunto de atitudes e hábitos que vão ajudar a retardar a ação do tempo. As funções biológicas essenciais para a sobrevivência humana começam a se degenerar com o passar dos anos em razão de alterações fisiológicas que se manifestam pela redução da funcionalidade de órgãos como a pele e os músculos.

O aparecimento de manchas e rugas, a perda de firmeza, elasticidade, densidade e tonicidade da pele, bem como a secura e a atrofia, constituem alguns sinais de diminuição da funcionalidade das células da pele. Essas alterações podem ser causadas por fatores internos e externos.

Envelhecer é um processo inevitável e natural. Ganhar rugas e linhas de expressão faz parte da vida. Tais mudanças são resultados de dois fatores. O primeiro é a genética. Pouca coisa pode ser feita para combater uma condição intrínseca ao próprio organismo. O segundo resulta da exposição da pele a alguns agentes agressores e de alguns hábitos que adotamos.

Consumir bebidas alcoólicas, por exemplo, diminui nossa capacidade de absorver nutrientes. A pele sofre com falta de proteínas, vitaminas e sais minerais, elementos com funções importantes para regeneração da epiderme. Portanto, beber menos melhora a qualidade da pele.

Adotar uma dieta saudável, praticar atividades físicas, limpar e hidratar a pele também são hábitos que ajudam a combater o envelhecimento.

Utilizar protetor solar indicado por seu dermatologista também é importante para deixar a pele jovem e evitar o aparecimento de manchas. Outra questão importante é diminuir o tempo nos banhos quentes, pois quanto mais demorado, mais sensível e vulnerável a pele fica.

Influência do tempo

O fator de envelhecimento intrínseco é de origem genética. É causado pela idade e seu comportamento lento e gradual produz pequenas mudanças estéticas. Os sinais da idade que aparecem e tornam a pele mais vulnerável decorrem da diminuição das funções protetoras.

De acordo com Edileia Bagatin, professora adjunta do Departamento de Dermatologia da Unifesp, os genes predeterminam a velocidade do envelhecimento porque contêm a informação sobre quanto tempo viverão as células1. À medida que envelhecemos, verificam-se alterações bioquímicas, histológicas e fisiológicas que comprometem a integridade da pele. A entrada na menopausa e na andropausa acentua essa mudança.

De fora para dentro

Além do enfraquecimento normal da idade, a pele e os músculos são expostos a fatores extrínsecos mais agressivos e danosos, como o fotoenvelhecimento. Eles são os principais responsáveis por rugas, aumento da espessura da epiderme, manchas e câncer de pele. Na maioria dos casos, ele está relacionado a alguns hábitos, como uso incorreto ou não utilização de protetores solares, alimentação desbalanceada, uso de medicamentos agressivos, tabagismo e rotina de vida estressante.

Dessa forma, compreendemos que fatores ambientais (radiação ultavioleta (UV), poluição), hábitos não saudáveis (tabagismo, alcoolismo, poucas horas de sono) e dieta (pouco equilibrada e pobre em antioxidantes) contribuem para o agravamento dos sinais de envelhecimento cutâneo.

Kede e Sabatovich2 alegam que a perda da capacidade funcional e de reservas do organismo, a mudança da resposta celular aos estímulos e a perda da capacidade de reparação e predisposição a doenças são algumas causas do envelhecimento humano. Esses estudos sugerem ainda que a força da gravidade, a repetição de movimentos em razão da contração muscular de expressão facial e a pressão constante sobre a pele, como acontece quando dormimos, podem influir no envelhecimento cutâneo prematuro.

Oxidação e envelhecimento

A exposição aos radicais livres pode ser considerada como fator principal de envelhecimento extrínseco. A frase “envelhecemos porque nos oxidamos” é explicada pelo acúmulo de compostos químicos altamente reativos às estruturas do organismo que afetam a integridade celular e dos tecidos e órgãos como a pele.

Os radicais livres atacam as estruturas do organismo, nomeadamente a pele, e tendem a aumentar a degradação das fibras de colágeno, elastina e do ácido hialurônico (substância amorfa), além de provocar a perda de firmeza, elasticidade e densidade cutânea.

Estresse cotidiano, falta de proteção à radiação UV, tabagismo, poluição, uso de medicamentos e hábitos alimentares pouco equilibrados são os fatores externos que aumentam a produção dos radicais livres e levam à sua acumulação e incapacidade do organismo em neutralizá-los.

A teoria do estresse oxidativo explica o surgimento dos sinais de flacidez, manchas e rugas relacionadas à produção excessiva de radicais livres. Os danos na membrana celular alteram a permeabilidade seletiva e permitem a entrada de substâncias nocivas e a saída de elementos fundamentais à sua sobrevivência.

Dessa forma, para reverter a ação dos fatores de envelhecimento, é importante conhecer seu tipo de pele, se normal, seca, mista, oleosa ou madura, e utilizar cosméticos adequados. O cuidado diário pode incluir produtos de limpeza, tonificação e proteção solar indicados por profissional de saúde e beleza capacitado.


Referências

1. BAGATIN, E.Mecanismos do envelhecimento cutâneo e o papel dos cosmecêuticos. Disponível em: http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?id_materia=3997&fase=imprime. Acesso em: 22 abr. 2014.

2. KEDE, M. P. V.; SABATOVICH, O. Dermatologia estética. São Paulo: Atheneu, 2003.