O que é

Produtos da chamada Revolução Verde – projeto arquitetado na década de 1950 pelo agrônomo norte-americano Norman Borlaug –, os agrotóxicos e fertilizantes possibilitaram, na opinião de muitos, que milhares de pessoas não morressem de fome.

A Revolução Verde foi um gigantesco programa idealizado para aumentar a produção agrícola no mundo. Tais melhorias ocorreram em razão de alterações genéticas em sementes, uso intensivo de insumos industriais, mecanização e redução do custo de manejo.

No início, a Revolução Verde foi um sucesso tão grande que Borlaug recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1970. Hoje, esse processo é criticado em razão de ser baseado em monoculturas que utilizam grandes quantidades de fertilizantes e agrotóxicos.

Há dois tipos de agrotóxicos: os agrícolas e os não agrícolas. Os primeiros são utilizados para produção, armazenamento e beneficiamento de produtos do agrobusiness; os segundos, para uso na proteção de florestas nativas, outros ecossistemas ou ambientes hídricos. Eles também são utilizados em ambientes urbanos e industriais e no tratamento de água.

Todo agrotóxico pode atingir os rios e aquíferos, porém, no final do percurso, os seres humanos são os maiores receptores desse tipo de produto. Ele chega até nós pela água e alimentação. Atualmente, o Brasil é o campeão mundial no uso de agrotóxicos.

Os fertilizantes, por sua vez, é um tipo de insumo básico que pode ajudar a aumentar a produção agrícola. São substâncias que quando aplicadas ao solo ou à parte aérea da planta podem melhorar a sua nutrição e obter resultados maiores. Apesar do crescimento dessa área no Brasil, nos últimos anos, o país ainda depende de importações.

O Plano Nacional de Fertilizantes, uma parceria entre o Ministério da Agricultura e a rede nacional de pesquisas de fertilizantes (Rede FertBrasil), pretende reduzir até 2016 a dependência brasileira das importações de fósforo, de 49% para 12%, e de nitrogênio, de 78% para 33%.

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