O que é

Energia que utiliza o potencial produzido na divisão de átomos de urânio em um processo chamado fissão nuclear. Essa quebra do núcleo de materiais radioativos ocorre na estrutura do reator e inicia uma reação em cadeia que aquece a água e a converte em vapor, o qual depois é transportado para movimentar uma turbina e gerar eletricidade.

O desenvolvimento de pesquisas de armas nucleares nas décadas de 1940 e 1950 possibilitou entender o funcionamento do potencial atômico e sua aplicação para geração de energia. A crise do petróleo, na década de 1970, motivou a busca por alternativas e o modelo nuclear surgiu de forma promissora, passando de 0,1%, em seu início, na década de 1950, aos 11% da produção mundial dos dias de hoje.

Atualmente, ela é empregada em lugares onde o potencial hídrico é pequeno, a disponibilidade de combustíveis fósseis é limitada ou o consumo é maior que oferta, como nos Estados Unidos. Países como França, Eslováquia e Bélgica são dependentes da matriz nuclear. A Alemanha, que também possui centrais atômicas, é hoje um exemplo de busca por opções energéticas que substituam a nuclear. Desde 2000, aquele país tem colocado em prática políticas para desligamento gradual de suas usinas. Em 2022, segundo a chanceler Angela Merkel, todas as centrais nucleares alemãs estarão desativadas permanentemente.

O Brasil ingressou na lista de países com usinas atômicas no final da década de 1970. As duas centrais instaladas na cidade de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, respondem por 1,56% do consumo no país. Para piorar, o preço da energia nuclear é superior ao da energia hídrica e próximo ao da eólica, duas formas bem mais limpas de gerar eletricidade.

Portanto, a energia atômica, que surgiu como uma alternativa aos combustíveis fósseis, acabou se mostrando muito controversa e cara. Além disso, ela gera lixo radioativo, o que representa enorme perigo para a vida no planeta. Angra 2, por exemplo, produz cerca de 50m³ por ano de resíduos de alta radioatividade. O problema é que esse rejeito altamente prejudicial à saúde e ao meio ambiente tem uma meia-vida que pode chegar a dezenas de milhares de anos, o que torna a questão sobre onde depositá-lo extremamente delicada. Em razão disso, fatores de segurança e disposição dos rejeitos do processo pesam bastante contra essa tecnologia.

Ao contrário de alguns países da Europa, a opinião pública internacional a respeito da energia nuclear não é muito favorável. O maior desafio diz respeito aos perigos que os compostos radiativos representam para os seres vivos. Com o lixo radioativo mantém suas propriedades energéticas e contaminantes por milhares de anos, a produção do combustível se torna um processo complexo e arriscado e o custo de disposição dos rejeitos é muito elevado. O desenvolvimento tecnológico e a pressão da sociedade civil exigindo processos limpos, econômicos e sustentáveis, como o solar e o eólico, tem colocado a energia nuclear como uma opção a ser repensada.

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