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Saiba como prevenir e combater as cólicas

As crises de dores podem ter origem em problemas gástricos, intestinais ou menstruais

Foundry / Pixabay / CC0

A maioria das pessoas provavelmente já sentiu dores, às vezes muito intensas, na região do abdômen, como se algo se retorcesse lá dentro. Essa sensação, em grande parte das vezes, se dá por causa de cólicas. Elas podem estar relacionadas a problemas em diferentes órgãos, como intestino, estômago ou rins. Para as mulheres, o incômodo também pode ocorrer durante o período menstrual.

O Portal Namu, entretanto, procurou saber se, para as cólicas mais comuns, – as menstruais e aquelas que se originam da síndrome do intestino irritável (SII) – há formas de tratamento naturais para amenizar a dor ou mesmo preveni-las.

Mudar alguns hábitos alimentares pode auxiliar nessa empreitada contra as cólicas. Segundo a nutricionista Ana Ceregatti, alimentos ultraprocessados (congelados, biscoitos, salgadinhos, refrigerantes, bolachas recheadas, frios etc) e os processados (enlatados e conservas) devem ser evitados. Isso porque normalmente eles contêm grande quantidade de aditivos químicos, alto teor de gorduras e sódio e pouca (ou mesmo nenhuma) fibra alimentar.

Da mesma forma, os laticínios tendem a agravar a cólica porque nem a lactose nem a proteína do leite são fáceis de serem digeridas pelo organismo, o que pode irritar as paredes intestinais. Para as pessoas mais sensíveis, que possuem intolerância à lactose, a ingestão de leite ainda pode contribuir para a formação de gases e gerar dores abdominais.

Quais alimentos ajudam a combater a cólica?

“São principalmente os anti-inflamatórios”, comenta Ceregatti. Dentre esses, a nutricionista indica a chia, por possuir ômega 3 em grande quantidade, é uma aliada importante no combate às cólicas menstruais. Duas colheres de sopa de chia por dia ou 1 colher de chá do óleo da semente fornecem a quantidade diária recomendada de ômega 3 (1,6 g para homens e 1,1 g para mulheres – sendo que pessoas vegetarianas precisam do dobro). A linhaça também possui as mesmas propriedades, mas, para que o ômega 3 seja bem aproveitado pelo organismo, é preciso consumir a semente moída.

Para os que consomem carne, outra fonte de ômega 3 são os peixes, tais como arenque, atum, sardinha e cavala. Nesse ponto, vale um alerta: mesmo com toda a fama do salmão, não é garantido que esse peixe vá fornecer a substância. Segundo a nutricionista Cergatti, “o salmão que é vendido hoje é criado em fazendas pesqueiras e os peixes só produzem esse nutriente se ingerem fitoplâncton proveniente do mar o que não acontece com o salmão dessas fazendas que come ração”.

Receitas tradicionais

Já conhecidos por grande parte das pessoas, os chás de erva-doce e camomila realmente auxiliam no combate às cólicas. “A camomila é calmante e antiinflamatória e a erva-doce ajuda na eliminação dos gases”, explica Ceregatti. O funcho e o anis estrelado também são ótimas opções.

Já para quem gosta de consumir feijão, a dica é deixá-lo de molho por cerca de 12 horas antes de prepará-los, trocando a água para cozimento. Esse procedimento tem uma dupla função: auxiliar na eliminação de gases e melhorar a disponibilidade para absorção de nutrientes.

Movimentando o corpo

Além das mudanças nos hábitos alimentares, se exercitar pode auxiliar muito na diminuição de cólicas. O fisioterapeuta Rodrigo Peres, da Central de Fisioterapia, diz que exercícios físicos podem sim ajudar, desde que as causas das cólicas sejam conhecidas e um médico seja consultado antes. “A atividade física realizada de forma adequada com certeza pode ajudar desde que se saiba a origem da cólica. Muitos casos de cólica podem indicar alguma doença (por exemplo, apendicite) e nestes casos a atividade física seria contra indicada”, comenta.

Massagens também podem ajudar na hora da crise. “Massagens especificas auxiliam na liberação das fezes quando são cólicas intestinais. Compressas quentes podem auxiliar no relaxamento e diminuição da dor quando aplicadas de forma e tempo adequados”, explica Peres.

Segundo o fisioterapeuta, é possível fazer uma automassagem no intestino “aplicando movimentos circulares e pressionando levemente a região abdominal no sentido ascendente, transversal e descendente do intestino, isto é, começando do lado direito da barriga, de baixo para cima, seguindo reto até o lado esquerdo e depois descendo a mão para baixo e para a esquerda”. Essa massagem segue todo o caminho do intestino e ajuda a aliviar as cólicas.