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Arcaion / Pixabay / CC0 Creative Commons

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As cidades do século 20 tem se configurado como espaços de grande crescimento social, econômico e tecnológico. Essa dinâmica, apesar de fundamental para o desenvolvimento, é extremamente desigual com seus habitantes. Ao privilegiar aspectos mercantis e de especulação, os governos e agentes do capital colocam em segundo plano o cidadão, principal agente transformador e as questões ambientais, consideradas como mero obstáculo a ser vencido.

Para discutir os caminhos para a criação de cidades mais humanas e em harmonia com o meio ambiente, a socióloga holandesa Saskia Sassen e o secretário municipal de cultura da cidade de São Paulo e arquiteto Nabil Bonduki fizeram parte da abertura da 4º Virada Sustentável, evento de mobilização colaborativa para a sustentabilidade.

Em seu discurso, a socióloga abordou como linha geral a relação entre a cidade e o meio ambiente, que ela define como biosfera. Sassen afirma que uma cidade é um “sistema multiescalar”, ou seja, apesar de suas caóticas estruturas, dentro delas existem dinâmicas e ecossistemas que interagem de forma às vezes até não intencionais. Tal funcionamento, no âmbito dos cidadãos é semelhante às pequenas práticas que cada um faz na cidade. Quando uma pessoa investe em uma solução, como captação de água da chuva ou a instalação de telhados verdes, ela instiga outros a fazer o mesmo. É o que ela chama de “paralelismo sistêmico” entre a cidade e a biosfera.

Uma cidade possui várias ecologias

Sassen é taxativa quando afirma que desperdiçamos muitos recursos da biosfera: “Algas e bactérias são os reis e rainhas desse domínio. O que podemos fazer com eles é extraordinário. Eles podem substituir muito do que fazemos com os sintéticos, pois os sintéticos são muitas vezes um problema. Sua produção é destrutiva e para criá-los temos de extrair muitos recursos da biosfera”.

Ao dizer que mais importante do que evitar a perda de recursos é entender as capacidades que uma cidade pode oferecer, Sassen se refere ao aproveitamento pleno dos recursos. “Nós podemos multiplicar as descobertas feitas em laboratório por biólogos. Totalmente diferente, mas incrivelmente importante são as ciências dos materiais, que é um assunto do momento. Há cientistas que buscam materiais que possam substituir os sintéticos e serem utilizados dentro da biosfera”, afirma.

Nabil Bonduki, um dos responsáveis pela elaboração do último plano diretor da cidade de São Paulo, abordou um aspecto essencial para a vida em São Paulo.

Foto: Arthur Fujii / Revista Página 22 / CC BY 2.0