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A mudança de atitude vai às compras

Na luta ambiental e contra o consumismo, o sul-africano Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace Internacional afirma: “Não temos outra escolha senão ganhar”

Divulgação

Devemos abandonar os falsos desejos e buscar a felicidade, segundo Naidoo

Mudar de comportamento na hora das compras é a chave para mudar o futuro do planeta. Temos de abandonar falsos desejos. “É a felicidade que devemos buscar”, sugere o sul-africano Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace Internacional, que participou em São Paulo do debate Rumo ao consumo sustentável, no Instituto Alana. Marcelo Sodré, professor e ex-presidente Conselho do Greenpeace Brasil, conduziu o encontro.

Precisamos consumir para sermos felizes? Os norte-americanos são conhecidos por serem muito consumistas e os Estados Unidos colecionam altos índices de suicídios, argumenta Naidoo. Só em 2013, 46 pessoas saltaram da Ponte Golden Gate, um cartão-postal da cidade de São Francisco, na Califórnia.  Naidoo comparou os Estados Unidos com o Butão, país localizado no sul da Ásia, uma das menores e menos desenvolvidas economias do mundo e que possui uma das populações mais satisfeitas do mundo, segundo pesquisas.

Nós mudamos

O que o ativista chama de falsos desejos historicamente está ligado a hábitos sociais, muitas vezes relacionados ao status ou às sensações que certo produto pode proporcionar. A compra é impulsionada, então, por uma ilusão, e não pela necessidade. Naidoo faz questão de ressaltar que nem sempre foi assim.

“Nós mudamos. As gerações anteriores não entendiam os problemas ambientais, mas elas viviam de forma muito mais gentil e harmoniosa com a natureza. Nós precisamos descobrir como essa mudança de atitude aconteceu e voltar." 

Para exemplificar as transformações pelas quais; passamos, o diretor-executivo do Greenpeace conta que, quando criança, lembra de seu pai ter permanecido com o mesmo carro por 15 anos. Era comum isso acontecer. Hoje, próximo dos 50 anos de idade, vê as pessoas trocando seus modelos todo ano.  

A gente sai, o planeta fica

“Na verdade, o planeta não precisa de ajuda, porque se a humanidade aquecer o planeta a um ponto que nós não possamos mais existir, o planeta vai continuar aqui. A humanidade precisa aprender a coexistir com o planeta pelos próximos séculos. Isso se trata do futuro de nossos filhos e netos.”

Do final do século 18 até os dias atuais, a temperatura do planeta aumentou 0,8°C. Não parece muito, mas as alterações climáticas são perceptíveis. Acidificação dos oceanos, secas rigorosas e inundações são algumas das consequências negativas trazidas pelo aquecimento do globo. Acredita-se que se atingirmos um aumento de 2°C, a situação não terá mais volta.

“A luta contra o aquecimento global é mais importante do que a luta contra a escravidão, contra o apartheid e pelo direito ao voto. Essa luta é mais importante do que todas as outras lutas somadas.”

Algumas ideias de Kumi Naidoo para o planeta:

Mude de atitude

“Se você fizer o que sempre fez, vai ter o mesmo resultado de sempre” (citando Albert Einstein).

Amor pela humanidade e perseverança

“Espero que quando interrogados por nossos filhos sobre o que fizemos para mudar o mundo, possamos responder: nós fizemos o melhor que podíamos e ganhamos. Nós não temos outra alternativa, senão ganhar.”

Viver e não morrer por uma causa

Invista o restante de sua vida na luta pelo futuro.

Fotos: divulgação


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