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Bom humor na cozinha vegetariana

Flávio Giusti e André Cantu usam técnicas do teatro e da publicidade na hora de ensinar a cozinhar

Divulgação

Flávio Giusti, do programa "Vegetari Rango", mistura piadas, gafes e entrevistas com receitas veganas

Cozinhar também é uma forma de descontrair e pode ser feito com muito bom humor, afirma Flávio Giusti. Publicitário, apresentador, ator, professor de yoga e humorista. Segundo relata, ele caiu de paraquedas na cozinha vegetariana e hoje apresenta o VegetariRango, um programa de culinária e humor na internet. Sem comer carne há 21 anos, Giusti ainda morava no interior de São Paulo, na cidade de Piracicaba, quando abandonou o hábito. “Desde o início tinha uma visão de ativista”, comenta.

Tudo, menos cozinheiro

O apresentador, como prefere ser chamado, conta que sempre teve vontade de divulgar essa filosofia. “No começo eu fazia panfletagem, divulgava o vegetarianismo de uma forma mais evangelizadora, mas o meu programa hoje é uma forma de propagar essas ideias sem apontar o dedo na cara das pessoas”, explica Giusti que se considera tudo, menos cozinheiro.

"O VegetariRango nasceu ao acaso", conta. “Eu postava no Facebook os pratos que fazia e as pessoas me incentivaram a fazer vídeos explicando como eu chegava àqueles resultados. Por ser ator, acabo fazendo um pouco de tudo e com isso surgiu essa ideia do palhaço na cozinha”. Ao misturar a habilidade desenvolvida na cozinha vegana e os traços artísticos da TV e do teatro, Giusti deu forma ao programa humorístico que hoje possui grande número de seguidores nas redes sociais.

O programa ensina receitas de um modo gracioso. A ideia é simplificar e tornar acessível os costumes dessa cozinha. Ao final de cada apresentação, os pratos são levados para alguma celebridade experimentar.


Charuto preparado por Flávio Giusti em episódio com participação do cantor de funk Mr. Catra

Caipira vegano

Chef do restaurante Broto de Primavera, André Cantu aderiu ao vegetarianismo há 15 anos. Formado em artes plásticas e professor de teatro, ele mudou de área para se dedicar ao restaurante vegano, localizado no bairro da Liberdade em São Paulo.

“Conheci o vegetarianismo em 1999 e alguns anos depois pude deixar de consumir todos os produtos de origem animal. Cantu explica que para ser vegano é preciso buscar informação e conhecimento no assunto. "Depois de participar do primeiro congresso vegetariano da América Latina em 2006, as palestras e oficinas desse evento me deram força e o conhecimento necessário para modificar totalmente minha alimentação”, relata.

O ativismo de Cantu no veganismo se manifesta também no humor. Personagem principal e roteirista da série O caipira vegano, produzido pela VegeTV, ele aborda questões ligadas ao consumo de carne e exploração de animais em episódios fundamentados em "causos" caipiras descontraídos.

Exercitar a compaixão

"Eu não me sinto um chef, me sinto um cozinheiro", conta Cantu. "Eu senti que, com a cozinha, posso dar minha maior contribuição para as pessoas. Acredito que essa seja a minha missão", completa.


Feijoada vegana e caipirinha sem álcool servida às quartas-feiras no restaurante de André Cantu

Cantu afirma que a maior recompensa do trabalho realizado no restaurante consiste em escutar o depoimento de pessoas com relatos sobre transformação de seus hábitos alimentares.

"Quando alguém me diz que conseguiu incorporar três vezes por dia em sua rotina um momento de reflexão sobre a compaixão na hora que ela vai decidir o que comer e me agradece, sinto que é o melhor pagamento que posso receber".


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