O que é

O sufismo é uma vertente mística existente dentro do islamismo. Baseia-se na ideia de que o espírito humano é uma emanação do espírito divino. Para essa vertente, um sufi deve buscar a reintegração com o divino através do canto e da dança.

Os muçulmanos que seguem essa prática procuram atingir uma experiência pessoal direta de Deus. Hostis à ortodoxia muçulmana, os sufis, em muitos países islâmicos, são considerados hereges por aqueles que seguem o Alcorão de uma forma mais rígida, como é o caso da Arábia Saudita.

Por ser uma dimensão do islamismo, as ordens sufis, chamadas em árabe de tariqas, estão presentes entre sunitas, xiitas e outros grupos islâmicos. Segundo Ibn Khaldun (1332-1406), um sufi deve dedicar-se totalmente a Alá. Não deve se preocupar com coisas mundanas e deve se abster de procurar o prazer, a riqueza e o prestígio, como faz a maioria dos homens.

Os sufistas dão muita importância para aquilo que aprendem com professores, ou seja, sua visão do Islã não é voltada exclusivamente para o livro sagrado. Em razão disso, membros de ordens tariqas se dizem capazes de rastrear a “árvore genealógica” de seus professores até o profeta Maomé.

Esse grupo de místicos é um dos principais responsáveis pela produção cultural dentro do Islã. Escritores como Omar Khayyam (1048-1131), al-Ghazali (1058-1111) e Rumi (1207-1273) são importantes dentro e fora do mundo árabe. Muitos de seus textos foram citados por filósofos ocidentais, escritores e teólogos.

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