Histórico

Ambição política. O pensamento de Platão faz parte do contexto dos governantes de Atenas da Grécia Antiga. A ideia de democracia na pólis é uma tentativa de tornar a filosofia íntima aos assuntos práticos dos cidadãos.

Discípulo de Sócrates. Algumas interpretações históricas sugerem que Platão foi testemunha da morte de Sócrates, de quem foi discípulo, durante o regime democrático ateniense, no ano de 399 a.C. Temendo pela própria vida, abandonou Atenas e a Academia, e depois viajou para a Sicília e outras cidades do Mediterrâneo.

A Academia de Platão. Em 387 a.C., Platão fundou em Atenas a Academia, que pode ser considerada a primeira “instituição” e a primeira “universidade” europeia. Lá se oferecia um amplo plano de estudos, incluindo temas de astronomia, biologia, matemáticas, política e filosofia.

Participação na política. Teve a intenção de conjugar a filosofia com as reformas políticas. Três viagens principais à Sicília tornaram-se intentos fracassados: primeiro, no ano de 388 a.C., quando teve discordâncias com Dionísio; depois, em 367 a.C. para converter-se no tutor do novo tirano de Siracusa, sob o mandado de Dionísio II, e posteriormente, no ano de 361 a.C., com dois de seus alunos, Espeusipo e Xenócrates, retornando em 360 a.C., após a Sicília ser conquistada pelos cartagineses.

Herança para toda a história da filosofia. Platão faleceu em Atenas, com cerca de 80 anos, possivelmente no ano de 348 ou 347 a.C. Seu legado é indiscutível e presente na obra de praticamente toda a filosofia que lhe foi posterior. É considerado, ao lado de Aristóteles, as duas grandes chaves de interpretação filosófica da metafísica.

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