Fontes e inspirações

Sofística Um dos pontapés iniciais da filosofia platônica está na crítica aos sofistas. Para Platão, os sofistas haviam perdido de vista o sentido da distinção entre verdade e aparência e a objetividade das normas. A verdade se relativizou, tornando-se subjetiva, e dependente dos diversos pontos de vistas e interesses em jogo. A sofística foi o grande alvo de Platão, considerada uma antifilosofia, ou uma filodoxia. Em contraposição, desenvolveu um sentido preciso e normativo para a noção de verdade, uma correspondência entre ser e conhecimento, entre ser e verdade.

A figura de Sócrates (469 a.C.-399 a.C.) Segundo alguns relatos, no ano de 407 a.C., Platão encontrou-se com Sócrates, tornando-se discípulo de sua posição filosófica em busca da verdade e da justiça. Determinou o verdadeiro objeto da ciência em sua maiêutica, em oposição à prática dos sofistas: trata-se de um processo dialético por indução, como um meio de generalização que remonta do indivíduo à noção universal.

Os pitagóricos A figura de Pitágoras, que assim como Sócrates também nada escreveu, está envolta em mitos na história dos antigos. Contudo se pode dizer que as doutrinas dos pitagóricos formavam um complexo amálgama de números, matemática e música, misticismo e cosmologia, além de diversos postulados referentes ao estilo de vida. Um dos mais importantes foi, sem dúvida, além do próprio Pitágoras (570 a.C.-495 a.C.), Filolau de Crotona (470 a.C.-390 a.C.). A obra de Platão está presente de algum modo em quase todos os filósofos vindouros. Destacam-se algumas influências mais diretas:

Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.) – Expoente e fundador da filosofia ocidental na Grécia Antiga. Aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande (356 a.C.-323 a.C.), seus escritos abrangem diversos assuntos, como a física, a metafísica, as leis da poesia e do drama, a música, a lógica, a retórica, o governo, a ética, a biologia e a zoologia. Metafísica e Ética a Nicômaco, ambas do Século 4 a.C., são duas de suas grandes obras.

Thomas More (1478-1535) Diplomata, escritor, advogado que ocupou vários cargos públicos, em especial o cargo de Lord Chancellor (Chanceler do Reino – o primeiro leigo em vários séculos) de Henrique VIII da Inglaterra. É geralmente considerado um dos grandes humanistas do Renascimento, e canonizado como santo da Igreja Católica em 1935. É autor da famosa obra Utopia (1516).

Tommaso Campanella (1568-1639) Filósofo renascentista italiano, poeta e teólogo dominicano. Segundo Campanella, as ciências tratam das coisas como elas são, cabendo à filosofia (e especialmente à metafísica) explicar as coisas em seu sentido mais profundo. De sua vasta obra, abrangendo vários tópicos, como gramática, retórica, filosofia, teologia, política e medicina, destaca-se A cidade do Sol (1602).

Karl Jaspers (1883-1969)  Filósofo e psiquiatra alemão. Muito influenciado pela tradição existencialista. Afirmava que a filosofia tinha seu começo e seu fim em Platão. Jaspers preocupou-se em estabelecer as relações entre existência e razão, o que o levou a investigar em profundidade o conceito de verdade, entendida como uma espécie de ambiente que envolve todo o conhecimento. Obras de destaque: Situação espiritual da nossa época (1931), Filosofia (1932), Introdução à filosofia (1953).

Alfred North Whitehead (1861-1947) Filósofo e matemático britânico. Com Bertrand Russell, escreveu o Principia Mathematica (1913). É autor da famosa frase de que “Tudo que já se escreveu sobre filosofia, não passa de Notas de Rodapés da Obra de Platão”.

Bertrand Russell (1872-1970) Um dos mais influentes matemáticos, filósofos e lógicos do século 20. Político liberal, ativista e popularizador da filosofia, afirmava que as razões pelas quais os jovens contemporâneos estudam matemática devem ser lidas na República de Platão. É autor de A história da filosofia ocidental (1977) e Porque não sou cristão (1957).

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