Fontes e inspirações

Platão (428/427 a.C.-348/347 a.C.) — Foi o grande mestre de Aristóteles, por ter trazido à filosofia uma primeira sistematização racional pela dialética. A ideia de inteligibilidade e a divisão entre o universal e o particular, entre o mundo da experiência e do suprassensível certamente marcaram o pensamento aristotélico. Também a ideia de uma academia que visava formar os discípulos e as disciplinas sobre o conhecimento. No entanto, o pensamento aristotélico procurou não dividir o mundo das aparências e das essências, em um pensamento transcendente, mas unir essas duas vertentes para que só se possa pensar um em relação ao outro na imanência do mundo.

Eudoxo (entre 390 e 338 a.C.) – Filósofo grego pouco conhecido, mas que fez parte da formação de Aristóteles durante o período da academia de Platão. Ficou conhecido em toda a Grécia como grande matemático e astrônomo, introduzindo um calendário solar – o calendário dos 365 dias, que posteriormente foi adotado como calendário Juliano. Foi considerado um dos maiores matemáticos do mundo antigo, depois de Arquimedes (287 a.C.-212 a.C.). Fundou o “Método da Exaustão” de Antífona, um precursor do “Cálculo Integral”, posteriormente também utilizado por Arquimedes. Também fundou uma escola em Cnido, certamente influenciando os estudos cosmológicos de Aristóteles.

Encontramos muitos rastros da visão aristotélica na cultura ocidental.

Galileu Galilei (1564-1642) – Físico, matemático, astrônomo e filósofo italiano. Personalidade fundamental na revolução científica. Desenvolveu os primeiros estudos sistemáticos do movimento uniformemente acelerado e do movimento do pêndulo. Descobriu a lei dos corpos e enunciou o princípio da inércia e o conceito de referencial inercial, ideias precursoras da mecânica newtoniana, e também o método científico, pois a ciência assentava numa metodologia aristotélica. Obra: Diálogo sobre os dois máximos sistemas do mundo (1632).

John Locke (1632 - 1704) – Filósofo inglês e ideólogo do liberalismo, sendo considerado o principal representante do empirismo britânico e um dos principais teóricos do contrato social. A filosofia da mente de Locke é frequentemente citada como a origem das concepções modernas de identidade e do “Eu”. Locke escreveu o Ensaio acerca do entendimento humano (1690) e Dois tratados sobre o governo (1689).

George Berkeley (1685 – 1753) – Filósofo irlandês. A doutrina de Berkeley está muito marcada pela crítica da matéria e por um tipo de espiritualismo. Deixou algumas obras, como Um ensaio para uma nova teoria da visão, de 1709; Tratado sobre os princípios do conhecimento humano, de 1710; Alciphron, ou o filósofo das minúcias, de 1732; e Siris, de 1744.

David Hume (1711 – 1776) – Filósofo, historiador e ensaísta escocês que se tornou célebre por seu empirismo radical e seu ceticismo filosófico, sendo considerado um dos mais importantes pensadores do chamado iluminismo escocês e da própria filosofia ocidental. Hume opôs-se particularmente a Descartes e às filosofias que consideravam o espírito humano de um ponto de vista teológico-metafísico. Suas principais obras são: Investigação sobre o entendimento humano (1748), Diálogos sobre a religião natural (póstumo) e Ensaios morais, políticos e literários (editados pela primeira vez em 1741-1742).

Immanuel Kant (1724 – 1804) – Filósofo prussiano, considerado o último grande filósofo dos princípios da era moderna. Kant operou, na epistemologia, uma síntese entre o racionalismo continental e a tradição empírica inglesa. É autor das chamadas três críticas: Crítica da razão pura (1781), Crítica da razão prática (1788) e Crítica do juízo (1790).

Para pensar

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