O que é

A falsafa, filosofia produzida em língua árabe, é marcada pela releitura de textos clássicos de Platão, Aristóteles e Plotino. Pensadores como al-Kindi, al-Farabi, Avicena e Averróes acreditavam que se a razão humana obedecesse às regras estabelecidas pela lógica aristotélica ela seria capaz de alcançar verdades demonstráveis. Boa parte do esforço desses intelectuais foi de articular o texto sagrado do Alcorão com conceitos retirados da lógica de Aristóteles.

A chegada do pensamento grego no mundo árabe fez parte de um processo maior. Ela está inserida em um momento histórico marcado pelo apogeu do mundo islâmico, o qual se iniciou no século 7  e durou mais de 500 anos. Nesse período, os árabes-islâmicos criaram um império que se estendeu do continente asiático ao europeu, passando pelo Oriente Médio e norte da África. Em razão desse crescimento, o mundo muçulmano se tornou um centro político importantíssimo e um local de produção e difusão de conhecimento.

Na Península Ibérica, por exemplo, os árabes criaram al-Andaluz, que até hoje é citada como modelo de tolerância religiosa. Lá viveram importantes intelectuais muçulmanos e judeus, os quais traduziam e comentavam textos clássicos gregos.

Esse império islâmico dominou inúmeras regiões e produziu inegáveis avanços nas áreas de geografia, arquitetura, poesia, astronomia, medicina, química e matemática. Foi nesse contexto que filósofos de língua árabe reinterpretaram o conhecimento produzido na Antiguidade e dele retiraram um novo tipo de filosofia: a falsafa.

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