Namu é

Conheça mais sobre o NAMU

Saiba mais sobre

Para que servem hidrolatos?

O hidrolato pode ser entendido como a “homeopatia” da aromaterapia

Your Best Digs / Flickr: Essential oils topical use on hand / CC BY 2.0

O que é hidrolato

Os hidrolatos são substâncias obtidas da destilação de componentes voláteis de origem vegetal. Têm fundamental importância na aromaterapia em razão de suas propriedades terapêuticas e curativas.

Histórico

Para sua obtenção, recorre-se à técnica de destilação, muito utilizada na antiguidade para fabricar perfumes, cosméticos e remédios com essências extraídas de vegetais, minerais e partes de animais. Há relatos sobre a destilação nos períodos antigos da China (3.000 a.C.), Índia (2.500 a.C.) e Egito (2.000 a.C.). É empregada ainda hoje, mas com recursos tecnológicos mais avançados.

Processo

A destilação é um dos métodos mais comuns para a extração e elaboração de óleos essenciais. O material botânico é colocado no destilador em uma região de isolamento para que o vapor seja pressionado sobre o material. A pressão abre as bolsas e libera as moléculas aromáticas do composto, que escapam do material vegetal e se vaporizam. A substância passa então pela serpentina, um sistema de resfriamento e condensação que a separa da água. Por possuir densidade diferente, flutua na superfície da água aromática – ou hidrolato – e é extraída em estado puro.

Por que são tão pouco conhecidos e utilizados?

Há poucas informações e estudos científicos a respeito dos hidrolatos. Obtê-los de forma natural e com qualidade também é um desafio. São considerados a homeopatia da aromaterapia e por se tratarem de produtos obtidos de forma natural, não podem ser criados sinteticamente. São solúveis em água e mantêm os mesmos componentes voláteis da planta que o originou. Suas fragrâncias são muito parecidas com a do óleo essencial, porém mais fracas.

O conhecimento de suas propriedades há mais de três séculos na alimentação, medicina e higiene pessoal torna segura a aplicação terapêutica. Por serem leves, são indicados no tratamento de crianças, jovens, idosos ou pessoas com estado de saúde delicado. Alguns compostos solúveis em água (hidrofílicos) não presentes nos óleos essenciais, como os ácidos carboxílicos anti-inflamatórios, fazem parte de sua composição. Os hidrolatos podem ser utilizados puros para higienização da face, cabelos, mãos, corpo e vestimentas, refrescar ambientes e medicinalmente em casos de asma, bronquite, colite, eczema, assaduras, traqueíte, úlceras, feridas, queimaduras, compressas, dores, psoríase, peles sensíveis etc.

Um hidrolato pode ser diluído em partes maiores e ainda ser efetivo. É importante notar que ele nem sempre possui as mesmas característica do óleo essencial. O obtido de lavanda (Lavandula angustifolia), por exemplo, tem aroma em razão da ausência de acetato linalil.

É muito importante pesquisar as indicações em publicações específicas ao utilizar hidrolatos. O uso em tratamentos feitos em casa tem trazido bons retornos terapêuticos, mas a dificuldade na obtenção desses compostos pede ponderação na indicação e dosagem.

Uma das primeiras autoras da língua inglesa a ampliar as fronteiras de conhecimento sobre esses compostos foi Jeanne Rose, juntamente com Suzanne Catty, que em sua obra principal fornece relevantes informações sobre atributos e propriedades.

Foto: Thinkstockphotos