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O fantástico mundo do cérebro

Como um maestro rege uma orquestra, o cérebro é o órgão que coordena todas funções do nosso organismo

Radio Saigón / Flickr: Expo de John Baldessari / CC BY 2.0

O cérebro é uma estrutura poderosa, altamente complexa e ainda não totalmente desvendada pela ciência

O cérebro é um órgão de menos de dois quilos, que não chega a 3% do peso total do corpo, mas que recebe cerca de 25% de nossa circulação arterial.  Ele não consegue viver por mais de poucos minutos sem oxigênio, mas tem um metabolismo energético altíssimo.

O cérebro, portanto, é uma estrutura poderosa, altamente complexa e ainda não totalmente desvendada pela ciência. 

A relação da mente com as doenças do corpo

O sistema integrado corpo-mente interage com estímulos externos - perceptíveis e não perceptíveis e ao redor e à distância - e com estímulos internos – do psiquismo e fenômenos orgânicos. Esses fatores determinam nossas condições de saúde física e mental. Como um todo, o corpo interfere e se relaciona com a mente, e vice-versa.

As doenças somáticas ou orgânicas são aquelas que se manifestam no corpo por uma soma de fatores internos. Desde as doenças funcionais como alergias, inflamações agudas, infecções virais e bacterianas, até as doenças crônicas como hipertensão arterial, diabetes e outras que provoquem alterações permanentes e devam ser tratadas de maneira contínua para que sejam controladas e não coloquem a vida em risco. 

Temos de observar que as doenças puramente somáticas não são tão comuns. Quase sempre pode haver uma causa psíquica adjacente a elas, fato esse não reconhecido pela medicina nem pela psicologia.

A doença psicossomática, portanto, é uma doença física, com causa psicológica. Nesse caso, encontram-se alterações clínicas e laboratoriais, mas a razão pode estar inconsciente. Ou seja, ao não verbalizar os sentimentos e emoções, não há a possibilidade de reconhecer o problema psíquico e o corpo adoece.

A mente é produto do cérebro?

Segundo algumas teorias, a mente equivale à consciência e é um epifenômeno (produto acidental) do cérebro, ou seja, criada a partir da atividade cerebral. Os construtos mentais, por sua vez, têm como consequência a modificação da própria estrutura do cérebro.

Um estado emocional negativo pode influenciar a saúde física de diversas maneiras. Por exemplo: uma pessoa ansiosa e estressada pode se sentir acelerada, sobrecarregada e impotente. As suas glândulas adrenais - também chamadas suprarrenais - secretam os hormônios adrenalina e cortisol, isso interfere no eixo hipotálamo-hipófise-adrenal [sendo o hipotálamo um centro integrador das atividades dos órgãos], desregulando-o e levando ao adoecimento.

 Essa desarmonia afeta o ritmo circadiano - ou mais conhecido como relógio biológico - e causa desequilíbrio na secreção de diversos hormônios. Isso afeta a resposta imunológica, o sono, o humor, a vitalidade, a digestão, até chegar às fases extremas em que são alterados os mecanismos de homeostase - ou equilíbrio do sistema -, desencadeando doenças crônico-degenerativas como hipertensão, síndrome metabólica e problemas cardiovasculares.


Um estado emocional negativo pode influenciar a saúde física de diversas maneiras

Se a mente pode adoecer o corpo, o corpo pode adoecer a mente?

Quando há uma doença física, que acarreta dor, disfunções, baixa de vitalidade e outros sintomas, estas informações alteram a nossa percepção e o modo como lidamos com o mundo e com nosso corpo. Isso gera alterações de humor, de disposição, ansiedade, depressão e outros sintomas emocionais o que perpetua o ciclo da doença.

Os fatores de risco para doenças somáticas podem ser físicos: traumatismos, vírus, bactérias, toxinas ambientais e alimentares, substâncias alergênicas, temperaturas excessivamente frias ou quentes, dentre outras. No entanto, a exposição a esses fatores também pode ter origem em nossa psiquê.

A prevenção se dá cuidando do equilíbrio do corpo, com um estilo de vida equilibrado, alimentação saudável e gerenciamento do estresse. Além disso, é importante ter atenção às causas emocionais das doenças por meio do controle da ansiedade, na busca por bons relacionamentos interpessoais e ao almejar um sentido para a vida. 

O exagero de passado de quem tem depressão

A depressão é uma doença cuja incidência aumenta cada vez mais em todo o mundo e, apesar do avanço nos tratamentos e medicamentos antidepressivos, atinge pessoas de várias faixas etárias e classes sociais.

O depressivo tem um “excesso de passado” e marcadamente uma “falta de futuro”. Vive remoendo acontecimentos, mágoas, arrependimentos e não consegue planejar sua vida nem ter metas ou projetos que o impulsionem para adiante.

Fazer com que ele tenha ações e movimentos focados no presente e cuidados ativos com sua saúde estimula uma nova percepção e uma redescoberta de seu corpo, de suas emoções, algo que o reconectará com o fluxo da vida.

Terapias integrativas no tratamento da depressão

Pesquisas indicam que as abordagens integrativas e complementares podem ser auxiliares efetivos aos tratamentos convencionais de todos pacientes.

A homeopatia e a acupuntura são especialidades médicas que podem ser utilizadas nesses casos. Para além da medicina integrativa, tratamentos pela fitoterapia, psicoterapia e meditação também podem ser muito benéficos.

A meditação é uma prática integrativa e complementar nos casos de depressão crônica ou grave para auxiliar a reduzir os sintomas e acelerar a recuperação do paciente. Ela fará parte do repertório composto de medicamentos alopáticos, especialidades da medicina integrativa e complementar, psicoterapia e hábitos de vida saudável. Nos casos leves e iniciais, a meditação pode ser utilizada isoladamente.

Fica claro, portanto, que o tratamento de doenças de forma segmentada é algo ineficiente, visto que todo o corpo e a mente se relacionam e são integrados. Assim, o cérebro consegue nos adoecer e nos curar, por isso, cuide bem dele.

Foto: HAMZA BUTT / Flickr: depression / CC BY 2.0